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25 abril 2011

Finalmente!

Finalmente chegou o dia 25 de Abril não comemorado na Assembleia da República.
Estou a brincar.
É com o coração desfeito que assisto a este triste espectáculo. Ao que isto chegou.
Vasco Lourenço, esse grande democrata, afirmou ontem "Não é exactamente a mesma coisa que a cerimónia no Parlamento mas é positivo que aconteça."
Eu também acho muito importante que aconteça, aliás, se não acontecesse o dia 25 de Abril hoje seria 26.
A todos, como eu, que acreditamos na revolução dos cravos, deixo aqui um vídeo bem bonito.
25 de Abril sempre!

09 outubro 2010


Pretendendo contribuir para a elevação cultural do blogue dos blogues, deixo aqui uma proposta musical de forma a minorar a javardice reinante.

Munford & Sons

Banda de folk rock constituida por Marcus Mumford, Winston Marshall, Ben Lovet e Ted Dwane. Formada em finais de 2007 teve a sua origem na cena folk da cidade de Londres. O album de estreia, "Sigh no More", foi lançado no Reino Unido em Outubro de 2009 e nos EUA em Fevereiro de 2010, sobressaindo do lote de excelentes canções este "Little Lion Man".

16 março 2010

A PRIMEIRA BANDA DE ROCK AGRÍCOLA

Gabam-se de ser a primeira banda rock agrícola e são caso único a cantar em mirandês subsídios agrícolas e tractores com acordes do mais puro rock da pesada.

"Surrealistas" é dos epítetos com que já foram brindados o que mais agrada aos Pica Tumilho, cinco jovens mirandeses que há doze anos criaram uma banda em homenagem à agricultura.

Numa altura em que "a lavoura estás de rastos" e "os fundos da CEE foram bem (mal) gastos", dois engenheiros, um enfermeiro, um estudante e um professor querem mostrar que os rurais têm futuro e dar uma "alma nova à abandonada agricultura".

Dos cinco, apenas um permanece na terra, Sendim, no concelho de Miranda do Douro, mas garantem que, ao contrário de outros que saíram da região para trabalhar e estudar, "não somos daqueles que abandonam a agricultura".

Em pouco mais de um década já granjearam um clube de fãs- "Os Picanços"- embora ainda algo reduzido ao Nordeste Rural, e conseguiram transpor as fronteiras da região com concertos na Mealhada , Viseu, Leiria, Braga, Lamego e por aí fora.

Têm em bandas como os AC/DC as referências sonoras e nas samarras, bonés, jaquetas espalhadouras, motores de rega e outros instrumentos agrícolas a indumentária, uma mistura exótica que é imagem de marca do Pica Tumilho

Emílio é o criativo da banda que traduz em cómicas letras "o quotidiano e a essência do povo" exaltados na guitarra de Pedro, nas teclas de Bruno, na bateria de César e no baixo de Nicolau, com ainda a melodia da tradicional gaita de foles.

A mistura resulta num "hard rock etnográfico" registado já em dois CD com temas de crítica social aos projectos agrícolas e peripécias da lavoura.

As históricas que cantam têm como figura central um casal apaixonado, Florinda e Alfredo, símbolos do "amor agrícola à luz da candeia".

A história dos Pica Tumilho começou com um desafio lançado pela tia de um dos elementos para escreverem uma letra em mirandês para um festival regional, em que "arrecadaram todos os prémios".

Já cantavam a língua mirandesa antes mesmo de ser elevada à categoria de segunda oficial de Portugal e foram buscar o nome às raízes de uma prática ancestral agrícola de aproveitar plantas para fazer fertilizante.

"Não queremos ser só cómicos" garantem, assumindo-se como "músicos de intervenção" que encontraram numa fórmula antiga a melhor maneira de abordar coisas sérias: "à gargalhada".

Independentemente do repertório, a atenção do pública está garantida, seja pela surpresa de ver irromper entre a plateia um tractor, gigantes cabeças de burro insufláveis a erguerem-se no palco ou motores de rega a dispararem fogo de artificio.

"Ás vezes, podemos parar de cantar que nem notam", dizem eles, que ao contrário dos caprichos dos artistas famosos, pedem apenas para cada espectáculo o respectivo tractor e fardos de palha.

"Respiramos agricultura", insistem e é por isso que fazem do palco um quintal para interpretarem e representarem letras como "A Agricultura é a Minha Loucura" convictos de que "A Lavoura é Futuro".

Depois de uma sachola autografada, querem agora passar a brindar o público com uma generosa pipa de vinho, para a qual procuram ainda um patrocínio de uma cooperativa qualquer.

in Diário de Notícias | 15 de Março de 2010

24 fevereiro 2010

Zéquinha

Fez ontem mais um ano que morreu o Zeca.

Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano no Liceu D. João III. Em 1958, José Afonso grava o seu primeiro disco "Baladas de Coimbra". Grava também, mais tarde, "Os Vampiros" que, juntamente com "Trova do Vento que Passa" (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) se torna um dos símbolos de resistênciaantifascista da época. Foi neste período (1958-1959) professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.

Em 1964, parte novamente para Moçambique, onde foi professor de Liceu, desenvolvendo uma intensa actividade anticolonialista o que lhe começa a causar problemas com a polícia política pela qual será, mais tarde, detido várias vezes. Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um símbolo da resistência democrática. Mantém contactos com a LUAR (Liga Unitária de Acção Revolucionária) e oPCP o que lhe custará várias detenções pela PIDE. Após a Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP "Coro dos tribunais" e participa em numerosos "cantos livres" e nas campanhas de alfabetização promovidas pelo MFA. A sua intervenção política não pára, tornou-se um admirador do período do PREC e em 1976 apoia Otelo Saraiva de Carvalho na sua candidatura à presidência da república.

http://www.aja.pt/

24 abril 2009

Ecos do Enxoé - Abril de 2009

São quase a banda residente da churrasqueira Zorrito.
São eles o mestre Afonso, o tocador Bento, o cantador Manel (?), o rouxinol, o outro do Barreiro mas que é de Pias mais o outro.
Tocam com sentimento as modas alentejanas e as canções de Abril, mas também bebem com fulgor o branquinho e dão com força na amendoa amarga.
Até o Xico aparece de vez em quando para dar um lamiré.
Ina Ina.

19 janeiro 2009

Não somos nada

Fascínio pela aguardente …
rá pá rá pá rá pára pari
mas tendo uma garrafa nunca mais se perde o pé …
rá pá rá pá rá pára pari
navegue de bar em bar …
rá pá rá pá rá pára pari

13 janeiro 2009

Xutos

Parece que os Xutos e Pontapés comemoram hoje 30 ampolas.
Muito haveria a dizer acerca deles, desde as cirroses do Zé Pedro até ao advérbio 'amíude' que conseguiram recuperar para a língua portuguesa.
Mas não, não o vou dizer.
Fica aqui um vídeo de 88 onde se pode ver a cara de putos que tinham na altura. Também muito haveria a dizer sobre fotos dos anos 80 e caras de putos.

22 novembro 2008

Carla Andréia

É já amanhã, domingo, que estreia na RTP2 às 23:50 ‘Um mundo catita’ uma série de seis episódios inspirada no mundo e nas personagens inventadas por Manuel João Vieira, esse grande músico, pintor, dipsomaníaco e poeta, ele próprio uma personagem.
Quem não conseguiu ver o making off transmitido na semana passada por ainda estar indisposto melhor seria que tivesse ficado em casa a tirar as nódoas da relva, que dão uma trabalheira para sair que nem vos conto, mas felizmente agora já nem para isso há desculpa.
Para ilustrar este post deixo aqui um vídeo chamado Irmãos Catita – The Very Sentimental Show onde se podem recordar algumas actuações dos próprios no Cinearte (Pauleta e PedroBacalhauàBraz – porra, temos que arranjar uma alcunha para este gajo – bons tempos hein!), onde aparece o sui generis Toni Barracuda e também de um dos concertos no Ritz Club com direito a uma breve aparição da sensual Michel (controla-te Boróró).

ps: há quem sugira que aquelas entrevistas que demos no concerto da comuna em 2007 seriam para esta série. será? E agora uma cerveja, por favor.

12 novembro 2008

Cheira-me a Pias

Mais uma moeda, mais uma voltinha.
Eis-nos de volta às Pias. Depois do Ka Mate! temos agora uma bela modinha de sua graça, Cheira-me a Pias.


Letra e intérprete: PF, só podia.

21 fevereiro 2007

Nau dos Loucos


Mais uma actuação da mítica banda Nau dos Loucos. A sala de espectáculos estava à pinha quando de repente as luzes se apagaram e entram em palco os já consagrados Paulo Firmino, Nuno qualquer coisa e o outro nem me lembro do nome. Perúmenores.
O que é um facto é que esta magnifica banda, que até há pouco tempo vivia no anonimato, é actualmente um ícone do espectro pop/rock/fado/circo/samba/hip hop de Queluz.
E realmente só quem nunca viu estes “3 mosqueteiros” a actuar é que poderá pôr em duvida estas palavras humildes mas sinceras. Saudinha é o que lhes desejo.

04 fevereiro 2007

Já não sei o que pensar. E vocês?



Nave dos Loucos?! Não percebo nada. Afinal como é que se chama a banda da qual o nosso Paulinho faz parte?

25 janeiro 2007

Nau dos quê?!



Mais uma! Pareçe rotina mas tal não corresponde à verdade. Foi mais uma actuação do nosso Paulinho, desta vez no café bar "O Canto" onde as luzes, a cor, o fumo, o som em stéreo, as fãns em delírio e os amigos completamente em transe aplaudiram e vibraram com o som da banda Nau dos Lombardos, ou será Nau dos Surdos? Já sei é Nau dos Bardos. Pois não me lembro.... mas foi bom! Foi sim senhor. Xutos!!

06 novembro 2006

Viva o nosso Paulinho



Pois é caros seres do planeta terra. Aconteceu. O nosso Paulo estreou-se no Estaminé no passado dia 28 de Outubro. Grande actuação.
E nada foi deixado ao acaso. Até houve uma recepção antes do evento que contou com a presença de vários ilustres. Consta que da ementa faziam parte iguarias como alheira, farinheira e até chouriço assado. Pareçe que foi a loucura total. Convivio esse que continuou noite fora, após tão grande actuação.
Parabéns Paulo. Para quando a próxima?