10 junho 2013
As nossas mentirinhas
20 outubro 2012
26 agosto 2012
Foda-se p'ró alarme
12 abril 2012
Bem hajam!
14 janeiro 2012
30 dezembro 2011
19 dezembro 2011
17 dezembro 2011
16 dezembro 2011
24 novembro 2011
Greve geral
16 novembro 2011
Uma pitada de humor
- Não sabia que você gostava desse tipo de coisas - comentou.
- Não é nada de especial, é só um brinco.
- Há quanto tempo você o usa?
- Desde que a minha mulher o encontrou, no meu carro, e eu disse que
era meu...
10 novembro 2011
30 outubro 2011
28 outubro 2011
Quatro Setenta
A minha filha Rita vai ser prostituta. Apesar de não ter nenhuma filha, esta ideia não me sai da cabeça. Rita era obcecada com o seu peso. Uma vez, para ficar mais leve, cortou uma perna. Mas chega de falar da Rita. Falemos agora da Rita. A Rita só ia à igreja para abandonar os seus recém-nascidos nas escadas. Também gostava de viajar em submarinos que metessem água e gostava de usar calças rotas nos cotovelos. No entanto, não há nada como acordar de manhã e levar trinta vergastadas no lombo.
E o Pedro? O Pedro teve a sorte de nascer com uma colher de chá colada na ponta do nariz e um sapato colado à testa. Por vezes, Pedro dizia-me: faz-me um favor, vai à janela da cozinha, espreita e vê se estou lá fora.
Então e eu? Bem, posso dizer que morro de saudades dos tempos em que assaltava supermercados com a minha mãe, principalmente nos meses em que era órfão. Além disso, descobri recentemente que não pestanejo enquanto durmo e ainda bem, pois, não seria capaz de dormir com o barulho.
Existem perguntas para as quais não tenho respostas. Nem perguntas. Por exemplo: O que é um artista plástico? É um tipo que fabrica plástico? Ou ainda porque é que os homossexuais causam tremores de terra?
Atenção: existem bandas que são como música para os meus ouvidos, principalmente quando me ponho a pensar como seria se os Pandas nos metessem numa jaula e nos obrigassem a acasalar. Será que nesse caso os deuses protegeriam o nosso modo de vida? Bem, se existirem deuses a resposta é sim, se não existirem a resposta poderá ser sim.
Preciso de uma caneta para escrever o meu testamento.
19 outubro 2011
O Javardolas
Javardolas (nome fictício) já não sabia o que fazer. Desde 1418 que, na sua ânsia de manter o poder, Javardolas passava por cima de tudo e de todos. Até da D.ª Garça e da D.ª Puquéria. Longe vão os tempos em que Javardolas comia 28 costeletas de novilho acompanhadas por 450 copos de cidra sem que os fornecedores se chateassem com ele. Javardolas é repelentemente gordo. No entanto, ele tem que acabar o trabalho antes de Outubro. Não se lembra de nada do que aconteceu para estar ali. Foi algo assombroso, algo de terrível! Seria sua, a culpa? Graças a Deus que não.
- É isso mesmo o que eu vou fazer. Vou tomar uma atitude! Vou mostrar ao mundo que não sou nenhum covarde. Quero a minha independência.
Assim, Javardolas começou a brincar com as banhas ondulantes abundantemente espalhadas por todo o corpo enquanto contava quantos azulejos cor-de-rosa com colibris a debicar de uma flor compõem a sua casa de banho. Já ninguém sabe ao certo o que realmente fazer. Eu, por mim, gosto de Nestum com Mel. Sempre foi, e há-de ser, o melhor.
Entretanto, Javardolas fazia a lista da roupa suja que escondera durante séculos. Tenho pena da D.ª Carla e de todos os seus filhotes que a costumam ajudar a lavar e passar a ferro a roupa do Sr. Javardolas. As cuecas são o pior. Vêm quase sempre rijas na parte dianteira. Porque será? Serão restos de muco que, em êxtase por conseguir comer sem pagar, foram projectados para a referida superfície e se foram acumulando? Talvez.
Após a invasão dos Aliados, Javardolas começou a ficar com o cabelo seco e eriçado. Mas quase ninguém aproveitou este ponto fraco de Javardolas porque toda gente quis ir de férias. E, desta forma, chegou ao fim o Natal. Foi comer até não poder mais. Mas, se o Sr. Javardolas comeu muito, também há-de cagar muito. Uma vida inteira a comer, uma vida inteira a cagar. E quem vai limpar a merda toda? Adivinharam. A D.ª Carla e os seus pequenos filhotes.



